Matéria enviada por:
Thiago
Enviado em: 12/03/2003
A Toyota do Brasil está apoiando uma série de reportagens sobre os parques estaduais de São Paulo. Até o mês de dezembro, o jornalista Antonio Paulo Pavone visitará, a bordo de uma picape Toyota Hilux 4X4, 12 destinos de ecoturismo e esportes radicais no estado. A primeira aventura foi no Parque Estadual da Cantareira, na região metropolitana de São Paulo.
Na primeira reportagem é lembrado que: “ À apenas 10 quilômetros da praça da Sé é possível caminhar pela floresta atlântica em trilhas sombreadas por árvores centenárias onde existem bandos de macacos, serelepes, quatis, preguiças, tucanos e, nos trechos mais remotos, até jaguatiricas e onças pardas. E os que gostam de esportes de aventura também podem desfrutar por ali boas opções de divertimento, como trilha de mountain bike, escalada, tirolesa, rapel e cavalgada. É o Parque Estadual da Cantareira, santuário natural que preserva uma das maiores manchas florestais urbanas do planeta, com 7.9 mil hectares de área e 90,5 quilômetros de perímetro. Abrange, além da capital, fragmentos de mata nativa nos municípios de Caieiras, Guarulhos e Mairiporã. Lá também existe trânsito, mas é na copa das árvores – espaço disputado por insetos, aves, macacos, morcegos e preguiças”.
Mais adiante , o jornmalista explica a origem do nome do parque: “ A Cantareira foi assim batizada pelos tropeiros que faziam o comércio entre São Paulo e outras regiões do país, nos séculos XVI e XVII. Eles se inspiraram na grande quantidade de córregos e nascentes. Naquela época era costume armazenar a água em jarros chamados cântaros. Chamavam-se cantareiras as prateleiras onde os cântaros eram guardados. O parque originou-se da política higienista do final do século passado, que tinha por filosofia preservar as fontes de abastecimento de água das áreas metropolitanas. Por essa razão, a reserva ocupa parte de uma região serrana, rica em nascentes de águas límpidas. Essa riqueza hídrica foi a principal alimentadora do sistema de captação e abastecimento d’água da São Paulo antiga, através das represas do Engordador, Barrocada e Cabuçu; algumas décadas antes da criação da Billings e da Guarapiranga, na Zona Sul. A preocupação do governo com o abastecimento da cidade levou, em 1890, à desapropriação de algumas fazendas de café, erva-mate e cana-de-açúcar existentes na região serrana. O objetivo era manter a integridade da vegetação e assim conservar as nascentes e córregos. A idéia deu certo e hoje, mais de um século depois, esse trecho de floresta atlântica exibe uma amostra completa, formada pelo verde dossel compacto, de árvores imponentes, como a figueira, a peroba, a canela, o açoita-cavalo e o pau-óleo, entre outras”.
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